É lamentável quando olhamos hoje para os cultos de muitas igrejas. Os cultos em muitas igrejas bem poderiam ser chamados de show’s e não culto. Em muitas igrejas a música tem o papel atrativo, serve para a diversão da carne, não a edificação da alma. Há uma grande dicotomia em nossa igreja no que tange aquilo que cantamos em comparação ao que professamos.
A música no culto nunca é um passatempo. No culto, a música tem duplo papel: glorificação e edificação. Cantamos para a glória de Deus e edificação do povo de Deus (Cl 3.16). A música no culto serve para exaltar a perfeição de Deus, e nisso, contemplamos a nossa imperfeição. O culto tem duas direções: uma vertical e outra horizontal. A direção vertical visa a glorificação de Deus; a horizontal a edificação do povo. No culto, a música não tem o papel de recreação.
Isso nos leva a ponderarmos a importância do conteúdo da música no culto. Importa que cantemos a nossa fé. A letra da música deve ser uma serva do texto. Martinho Lutero dizia que o papel da música é levar o texto bíblico ao povo. O texto é que importa, não a música. A música precisa necessariamente revelar o texto sagrado. Uma música pode ter uma boa melodia, mas se ela não apresenta o texto da Palavra ela não deve ser cantada. Deveríamos nós comer um prato envenenado só porque ela está bem decorada? Imagino que não.
Em nosso culto devemos cantar a nossa fé, cantar as lições da Palavras de Deus, cantar nosso encontro com Cristo, nossa vida comunitária, nosso crescimento, nossas lutas e perplexidades, nossa confiança e esperança. Em nosso culto devemos não somente pregar a Palavra, orar a Palavra, também devemos cantar a Palavra. Precisamos urgentemente ser uma igreja centralizada na Palavra. Que as músicas cantadas em nosso culto reflitam a fé que professamos. Cantemos as Escrituras, cantemos a Palavra.
Deus o abençoe!
(Kennedy Bunga)
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