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quinta-feira, 23 de julho de 2020

FALTA JESUS NOS PÚLPITOS


Não é difícil perceber que este mundo está se afundando no pecado, e por mais triste que seja, também não é difícil perceber que muitas igrejas e seus membros estão se afundando junto com o mundo. É fácil perceber que os crentes estão cada dia com mais dificuldade de viver a Bíblia e assim, se parecer com Cristo. É incrível ver que existem várias igrejas e a cada mês surgem mais igrejas, algumas pequenas, outras normais, umas grandes e outras megas. No entanto, vê-se uma grande dificuldade de viver o evangelho.
Tantas igrejas, tantas pregações sobre tudo nos dias de hoje que com apenas um clique temos na tela do Smartphone ou computador milhares de cultos e de pregações, mas ainda assim, as pessoas vão para as igrejas e continua as mesmas degeneradas. Se não há escassez de pregações , qual é a causa deste mal?
Muitos púlpitos estão cheios de eloquência, fogo, conhecimento, promessas, milagres, estão cheios de tudo menos de Jesus Cristo. Jesus já não é mais pregado, falta Jesus nos sermões. "Alguns sermões modernos se resumem nas palavras de Maria Madalena: Levaram embora o meu Senhor e não sei onde o puseram" (Franklin Ferreira). Muitas igrejas estão doentes porque tiraram Jesus do púlpito, simplesmente tiraram Jesus do centro e o substituíram pelo homem. Tem se pregado outro evangelho, outro Jesus que não é Jesus da Bíblia. Tornaram Jesus igual ao Papai Noel, que apenas realiza os desejos gananciosos. Em muitas igrejas falta Jesus. Um púlpito sem Jesus Cristo não gera vidas, gera mortes. Não há regeneração, arrependimento, conversão e salvação sem o evangelho. Não existe evangelho sem Jesus Cristo. Ele é o evangelho, é a salvação. Salvação sem Jesus é outra coisa e não salvação. Portanto, qualquer tentativa de pregação sem Jesus não é pregação, qualquer tipo de arrependimento, conversão, fé ou salvação sem Jesus é puramente falsa. Muitos púlpitos têm causado mortes de centenas de pessoas quando deveria vivificar os mortos. Muitos púlpitos enfatizam mais a experiência com Cristo do que o real compromisso com Cristo. Mas eu afirmo que toda experiência com Cristo que não produz uma vida de compromisso com Ele é morte, resulta em inferno.
A solução para os púlpitos reviverem é Jesus Cristo. Não tem nenhuma ou outra formula mágica, e se tivesse, ainda assim seria Jesus Cristo. Todo púlpito precisa mostrar a cruz, todo púlpito precisa afirmar que Jesus é o Filho de Deus, é o Senhor, que Ele é o Redentor e Salvador de pecadores. Temos de encher os púlpitos com Cristo, as pregações têm de mostrar Cristo morto na cruz e ressurreto em Glória. "A primazia e a centralidade de Jesus Cristo devem ser verdadeiras em cada púlpito" (Steven J. Lawson, O Tipo de Pregação que Deus Abençoa, p. 34). Cristo deve ser visto em todo sermão; é exatamente como a Escritura o mostra em todas suas paginas, Ele é o conteúdo das Escrituras (cf. Lc 24.27; Jo 5.39).
Como caminha o púlpito assim caminha a igreja. É tão bonito e apaixonante ler a História da Igreja Primitiva e da própria Reforma e ver que tudo só aconteceu porque Jesus era o o princípio, o centro e o fim. Por isso não faltou nos Solas o Solus Christus. Precisamos urgentemente pregar Cristo, os púlpitos precisam ser tomados por Jesus, os crentes têm de se parecer mais com Cristo do que com o mundo. Não há modernidade no que se diz respeito a pregação do evangelho ou a salvação, pois, esta sempre será por meio das Escrituras cujo teor é Cristo.
(Alber Pacavira)

SUGESTÃO DE LEITURA:
1 - LAWSON, Steven J. O Tipo de Pregação que Deus Abençoa. SP: Fiel, 2015.

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